Semana de incentivo ao consumo de peixe!!!

5 09 2012

Fui convidada para gravar uma reportagem sobre o peixe pela Tv Integração (afiliada da Rede Globo) hoje, mas como o vídeo ainda não saiu e o assunto é interessante aqui estão algumas dicas. Assim que o vídeo estiver disponível no site eu posto para vocês, ok!

 

Saudável, saboroso e leve…
Tudo o que você precisava, não é verdade.

 

Aqui em minas, mais precisamente em Uberlândia, o consumo de peixe ainda é muito baixo, eu acredito que iremos aumentar muito, mas ainda deixamos a desejar quando o quesito é peixe. É recomendado que se coma de 3 a 4 vezes por semana, mas aqui a maioria consome menos que uma.

Os benefícios dos peixes são inúmeros. Veja abaixo algumas das principais razões para consumi-los.

1. Proteína de alto valor biológico e de fácil digestão – Uma proteína completa como a de outras carnes, mas que o organismo consegue digerir com a facilidade de um vegetal.

2. Rico em gordura insaturada – Até os peixes mais gordos são saudáveis. A gordura insaturada é quebrada mais facilmente em nosso organismo, gerando energia mais rápido e o melhor não agride o coração.

3. Você pode escolher os mais calóricos, que contém mais que 15% de gordura (sardinha, salmão…), os com pouca gordura (8%) que são congro, cavala, truta e os menos calóricos que contem menos que 1% de gordura (bacalhau, atum fresco, pescada).

4. Ricos em vitaminas A, D, E e K, especialmente os mais gordos. Essas vitaminas são antioxidantes, contribuem para a absorção de cálcio, protegem o coração, ajudam na coagulação… são vários benefícios.

5. Não podemos deixar de falar do ômega 3. Ele protege dos problemas cardíacos e circulatórios, pois reduz a formação de coágulos e o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos, reduzindo o risco de trombose, infartos e outros. São convertidos em prostaglandinas, um potente agente anti-inflamatório. Além disso atua no sistema nervoso central contribuindo para concentração, memória, motivação, habilidades motoras, agilidade, alivia o estresse e ainda previve o mal de Alzheimer e cansaço em idosos.

6. Rico em cálcio, fósforo e vitamina D, que juntos atuam na formação e manutenção de ossos e dentes.

7. Quer engordar ou emagrecer? Não importa, temos peixes adequados para cada necessidade. Os mais calóricos como sardinha contém cerca de 230Kcal/100g enquanto a tilápia ou o dourado só 75Kcal/100g.

 

Os peixes deve ser comprados, preferencialmente, frescos, mas podem ser armazenados por até 6 meses se congelados.

Para comprar é simples. Escolha um que esteja com a carne firme a pressão dos dedos, branca a rosada (dependendo do peixe), os olhos devem estar brilhantes e salientes, as escamas bem aderidas a pele e as guelras vermelhas.

 

Dois dos peixes mais saudáveis são o pirarucu e o tambaqui. Que tal prepará-los no jantar de hoje?

 





Síndrome dos ovários policísticos – A dieta pode te ajudar

14 10 2011

Ovário PolicísticoOvário normal

 

 

 

 

 

O que é?

Um problema que atinge de 5 a 10% das mulheres, a SOP é caracterizada por hiperandrogenismo, disfunção ovariana e/ou ovários policísticos ao ultrassom.

No ultrassom aparecem muitos folículos ao mesmo tempo na superfície de cada ovário.

O que você sente?

Irregularidade menstrual, podendo ser atrasos ou mesmo a ausência da menstruação.

Dificuldade na ovulação, o que causa dificuldade de engravidar (dificuldade não quer dizer que a mulher não pode engravidar, ok!)

Acne, espinhas, queda de cabelo, pele oleosa e aumento de pesos, sintomas que são chamados de hiperandrogenismo.

Aumento de peso também é comum, mas ainda há dúvidas se é o aumento de peso que causa a anovulação e, portanto, os ovários policísticos, ou se a síndrome causa o aumento de peso. Em alguns casos quando há perda de peso os sinais voltam ao normal.

É preciso tomar cuidado com a resistência insulínica e a síndrome metabólica, há grandes chances de desenvolver esses problemas, que levam a alterações vasculares, diabetes, hipertensão arterial e risco cardiovascular aumentado.

 

A dieta pode te ajudar!!!

A restrição adequada de calorias ajuda na perda de peso.

Uma dieta balanceada com baixo teor de gordura saturada, rica em fibras, alimentos com baixo índice glicêmico e a pratica de atividade física melhora a resistência insulpinica e retorno dos ciclos ovulatórios, mesmo na ausência de perda de peso.

Estudos indicam que as fibras dietéticas (principalmente as solúveis)são muito importantes na modulação hormonal, pois estudos observam que dietas com baixo teor de fibras leva ao aumento das concentrações de estrogênios e androgênios circulantes.

A suplementação de 1,9g de ômega3 por dia é benéfica em mulheres com SOP para modulação hormonal e do perfil lipídico.

 

IMPORTANTE: Essas são somente algumas orientações, procure um nutricionista para cauidar de você e de suas individualidades, ok!

 

REFERÊNCIAS:

Gineco

Nutritotal





Peixe: um misto de sabor e saúde

3 10 2011

O consumo de peixes por brasileiros ainda é muito baixo, cerca de 9Kg por pessoa por ano enquanto deveria ser de 12Kg.

Se você não consome peixe na quantidade adequada, de 2 a 3 vezes por semana, então leia os benefícios que essa carne pode trazer a você. Tenho certeza que verá com olhos diferentes.

O peixe tem até 20% menos gordura e calorias que as outras carnes. Alem disso é pobre em gordura saturada e rico em gordura poliinsaturada, especialmente o ômega 3, que traz muitos benefícios a saúde, veja alguns:

– Prevenção de doenças do coração, como infarto, aterosclerose.

– Elevação de HDL o “colesterol bom” e diminuição de LDL o “colesterol ruim”.

– Melhora concentração, memória e desenvolvimento cognitivo.

– Previne alguns tipos de  câncer e doenças inflamatórias.

E por ser pobre em gordura saturada os esses benefícios são potencializados.

Os peixes mais ricos em ômega 3 são os de água salgada (salmão, atum, sardinha, bacalhau…). Os com menor quantidade de gordura são os mais brancos (bacalhau, corvina, pescada…). E os que tem maior quantidade de gordura são os mais escuros (sardinha, salmão…).

Os peixes ainda são ricos em vitaminas do complexo B e Ferro. Além de serem mais leves e terem uma proteína de maior digestibilidade.

 Muitas pessoas não consomem o peixe por não gostarem do sabor. Tente novas receitas, novos restaurantes, novos tipos de peixes. Você vai de gostar de alguns, eu tenho certeza!
O site “Tudo Gostoso” tem quase 3000 receitas de preparações com peixe, não é possível que você não vai gostar de nada.

E ai? Que tal um peixe hoje???





20 maneiras simples de evitar a intoxicação alimentar

15 09 2011

Não sei se vocês perceberam, mas a mídia publicou muitas materias sobre intoxicação alimentar nesses últimos meses. Existem algumas maneiras simples de evitar esse problema que pode até matar.

 

1. Mantenha limpos: fogão, mesa, geladeira, facas, garfos, panelas, pia e panos de prato.

2. Lave sempre as mãos antes, durante a após o preparo de alimentos.

3. Se quiser usar luvas lave-as antes, durante e após o preparo de alimentos.

4. Retire anéis, pulseiras e relógios durante o preparo.

5. Mantenha as unhas sempre cortadas, limpas e sem esmaltes durante o preparo dos alimentos.

6. Não use copos ou pratos rachados, pois os germes se acumulam nas rachaduras.

7. Mantenha o lixo sempre bem tampado e, sempre, longe dos alimentos. (DICA: coloque os cestos de lixo sempre no chão, nunca na pia)

8. Mantenha os alimentos fora do alcance dos insetos, roedores e outros animais, guardando-os em vasilhas bem fechadas.

9. Não consuma alimentos com alterações de cor ou cheiro.

10. Não consuma alimentos fora da data de validade.

11. Descongele as carnes na geladeira e não em temperatura ambiente.

12. Não coma pratos de carne crua.

13. Ao usar leite pasteurizado, ferva e mantenha sempre na geladeira.

14. Não coma ovos crus. Cozinhe até ficarem duros ou frite até a gema ficar dura.

15. Não use ovos rachados.

16. Ao fazer as refeições em restaurantes, bares e lanchonetes, observe a limpeza do ambiente, dos funcionários, dos equipamentos e utensílios.

17. Só compre no estabelecimento que tiver alvará de funcionamento e mesmo assim verifique as condições de higiene, temperatura, qualidade e datas de validade dos produtos.

18. Para cortar carne e vegetais, prefira tábuas de plástico ou de vidro. Evite a tábua de madeira. Ela retém o suco da carne e nela crescem microorganismos.

19. Após consumir os alimentos guarde-os em vasilhas com tampa em geladeira. Nunca deixe o almoço na panela sobre o fogão ou no forno para esquentar no jantar.

DICA: Quando for guardar alimentos quentes na geladeira coloque em vasilhas abertas até esfriarem só depois tampe-as, assim você garante que o alimento resfrie por completo e mais rápido.

20. Use touca ou mantenha os cabelos presos e barba feita durante o preparo de alimentos.

 

As doenças de origem alimentar podem ser evitadas se o alimento for guardado, preparado e consumido corretamente.





Terapia nutricional na AIDS

17 08 2011

A alimentação adequada dos portadores de AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) tem como objetivo evitar a perda de peso, assim como controlar as alterações metabólicas causadas pela doença.

A AIDS está relacionada com a depleção nos linfócitos T auxiliadores CD4+ no sangue periférico. A depleção progressiva de pool de células CD4, em conjunto com outras alterações no sistema imunológico, leva a imunodeficiência. A molécula CD4, apresenta na superfície de linfócitos T auxiliadores (T4), parece funcionar como o principal receptor celular para o HIV, permitindo sua entrada na célula hospedeira, o que explica a depleção de linfócitos T CD4+ na AIDS.

Também chamada de SIDA, ela contém, principalmente, 3 estágios:

> Estágio inicial:

– Contagem de células CD4 > 500 células/mm³

– Sintomatologia: dermatites e linfadenopatia

– Declínio da contagem de CD4 de 50 células/mm³ por ano

> Estágio Intermediário:

– Contagem de células CD4 entre 200 e 500 células/mm³

– Sintomatologia: candidíase oral e vaginal, neuropatia periférica, displasia cervical, herpes zoster e febre

> Estágio final:

– Contagem de células CD4 < 200 células/mm³

– Sintomatologia: infecções oportunistas, doenças neurológicas e tumores

 

TRATAMENTO NUTRICIONAL:

O estado nutricional destes pacientes é comprometido pela redução da ingestão de alimentos em razão da anorexia, vômitos, náuseas diarréia, dispnéia, doenças neurológicas ou alterações na boca e estômago. Com o trato gastrintestinal afetado a absorção de nutrientes é reduzida e, as necessidades aumentadas pela febre e infecções. Doenças oportunistas prejudicam a absorção de lipídeos.

O peso é um dos parâmetros mais importantes já que a perda de até 5% do peso usual aumenta significativamente a morbimortalidade. Deve-se, portanto, evitar desnutrição, imunodeficiência e infecção.

Alguns exames devem ser solicitados, são eles:

– Dosagem de albumina sérica

– Dosagem de pré-albumina

– Proteína ligadora do retinol

– Capacidade ligadora de ferro

– Dosagem de transferrina

(Estes acima para monitoração de proteínas viscerais)

– Glicemia de jejum

– Triglicerídeos

– Colesterol e frações

– Teste de sensibilidade cutânea *

– Contagem total de linfócitos *

(* Devem ser avaliados com cautela em razão da situação imunológica comprometida)

– Examinar também unhas e pele para detectar sinais de deficiências nutricionais.

 

Recomendações:

Os fatores de injúria e atividade utilizados devem ser de 1,25 quando utiliza-se a equação de Harris- Benedict.

RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS DE PROTEÍNAS

PACIENTES SINTOMÁTICOS

PACIENTES ASSINTOMÁTICOS

35 – 40Kcal/Kg de peso/dia

1,5 – 2g de proteína/Kg de peso/dia

 

35Kcal/Kg de peso/dia

2 – 3g de proteína/Kg de peso/dia

25 – 30Kcal/Kg de peso atual

0,8 – 1,25g de proteína/Kg de peso/dia

120:1cal não protéico/g nitrogênio

 

As recomendações de carboidratos e gorduras devem seguir as necessidades normais para idade, porém, se o paciente apresenta diarréia a dieta deve ser hipogordurosa com restrição de lípides de cadeia longa, utilizando-se TCM (Triglicerídeos de cadeia média).

Os pacientes com AIDS tem aumento de triglicerídeos e redução de HDL-c. Estudos utilizando ômega-3 demonstram benefícios na diminuição da trigliceridemia e melhora da massa corporal magra.

Deve-se escolher a via oral para atingir as necessidades energéticas diárias. Algumas mudanças, como racionamento das refeições, mudanças da temperatura do alimento podem auxiliar as dificuldades encontradas nas infecções. Há também alguns suplementos disponíveis no mercado.

Se o trato gastrintestinal estiver funcionando e a ingestão oral não for suficiente deve-se utilizar terapia enteral precoce e agressiva.

Se a ingestão e absorção estiver comprometida por diarréia ou outro sintoma gastrintestinal indica-se fórmulas com peptídeos e TCM.

A combinação de fórmula com nutrientes imunomoduladores como arginina, glutamina, vitaminas e ômega #, tem demonstrado melhora na resposta imunológica e diminuição da perda de massa magra nos pacientes com AIDS.

As necessidades de algumas vitaminas e minerais também está alterada e merece atenção especial, são algumas delas:

VITAMINAS E MINERAIS

AIDS

Vitamina A

2 – 4 vezes RDA

Ferro

Moderação

Vitamina E

15 – 800 UI

Zinco

1,3 vezes RDA

Vitamina C

1000mg

Tiamina

5 vezes a RDA

Riboflavina

5 vezes a RDA

Niacina

Aumentadas

Vitamina B6

2 vezes a RDA

 

Aspectos práticos:

– A ênfase na higienização oral e de mãos é indispensável para evitar as infecções oportunistas.

– A água deve ser mineral ou filtrada, se não for possível, deve ser fervida e clorada.

– Legumes e verduras devem ser lavados em água corrente e depois deixados de molho em solução clorada por cerca de 15min.

– Carnes cruas ou mal passadas e peixes crus devem ser evitados.

 

FONTE:

Tratado de Alimentação, Nutrição e Dietoterapia – Chemin e Mura





Hepatite, silenciosa, mas perigosa.

2 08 2011

A hepatite é a inflamação do fígado que pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Geralmente não tem sintomas, mas quando eles aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjôo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

O fígado é responsável pela síntese e metabolização de proteínas, carboidratos e gorduras, desintoxica detritos metabólicos normais, medicamentos e produtos químicos ingeridos. A maioria das proteínas plasmáticas são sintetizadas no fígado, além disso é o principal sítio de gliconeogênese e regulador homeostase da glicose.

HEPATITE A:

Também conhecida como hepatite infecciosa, hepatite epidêmica ou hepatite de período de incubação curto é causada pelo vírus A (HAV). Os sintomas podem aparecer de 15 a 50 dias após a contaminação (média de 30 dias).

A principal forma de contágio é a fecal-oral, por contato entre humanos ou água e alimentos contaminados. A transmissão poderá ocorrer 15 dias antes dos sintomas e até sete dias após o início da icterícia. A transmissão também pode ocorrer por relação sexual oral-anal (angilingus) por meio do contado da mucosa da boca de uma pessoa com o ânus de outra portadora da infecção aguda da doença.

Ela pode ser prevenida pela vacinação específica contra o vírus A, mas a melhor estratégia é a prevenção com melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e das medidas educacionais de higiene.

Não existem casos de hepatite crônica pelo HAV e o prognóstico é excelente com possibilidade de recuperação completa.

 

HEPATITE B:

Viral e contagiosa é causada pelo vírus da hepatite B (HBV), anteriormente conhecida como soro-homóloga. 90 a 95% dos adultos se curas e 5 a 10% permanecem com o vírus por mais de seis meses, evoluindo para a forma crônica da doença. 90% das pessoas que nascem com a doença evoluem para a forma crônica e podem, no futuro apresentar cirrose e/ou carcinoma hepatocelular. Os sintomas aparecem de 30 a 180 dias após a contaminação (média de 70 dias).

A hepatite aguda tem três fases:

– Prodônica ou pré-icterícia: com aparecimento de febre, astenia, dores musculares ou articulares e sintomas digestivos, tais como: anorexia, náuseas e vômito, perversão do paladar, às vezes cefaléia, repulsa ao cigarro. A evolução é de mais ou menos quatro semanas. Eventualmente essa fase pode não acontecer, surgindo a icterícia como primeiro sinal.

– Icterícia: abrandamento dos sintomas digestivos e do surgimento da icterícia que pode ser da intensidade variável, sendo, às vezes, precedida de colúria. A hipocolia pode surgir por prazos curtos, sete a dez dias, e às vezes se acompanha de prurido.

– Convalescença: desaparece a icterícia e retorna a sensação de bem-estar. A recuperação completa ocorre após algumas semanas, mas a astenia pode persistir por vários meses. 90 a 95% dos pacientes adultos acometidos podem evoluir para a cura.

A hepatite B crônica acontece quando a hepatite aguda persiste por mais de 6 meses. Os sintomas são, principalmente, fadiga, mal-estar e sintomas digestivos. Em alguns casos após anos de evolução pode aparecer cirrose, com icterícia, edema, ascite, varizes de esôfago e alterações hematológicas, pode evoluir também para hepatocarcinoma sem passar pelo estágio da cirrose.

Ela é transmitida por relação sexual sem proteção, procedimentos sem esterilização ou utilização de material descartável (intervenções odontológicas e cirúrgicas, hemodiálise, tatuagens, perfurações de orelha, colocação de piercings), compartilhamento de seringas, agulhas e outros equipamentos durante o uso de drogas), transfusão de sangue e derivados contaminados, transfusão vertical (mãe/filho), aleitamento materno, acidentes perfurocortantes.

A prevenção é feita com controle de bancos de sangue com triagem da doença, vacinação contra hepatite B, uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da saúde e não compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear, escova de dente, equipamentos para uso de drogas.

 

HEPATITE C:

Era responsável por 90% dos casos de e assim como a hepatite B é viral e contagiosa. É causada pelo vírus da hepatite C (HCV). Em média 80% das pessoas que se infectam não conseguem eliminar o vírus, evoluindo para as formas crônicas, os outros 20% conseguem eliminá-lo dentro de um período de 6 meses do início da infecção.

Os sintomas podem aparecer de 15 a 150 dias após a contaminação. A fase aguda é rara, mas quando aparece segue quadro semelhante ao das outras hepatites.

Na fase crônica os sintomas são, normalmente, fadiga, edema, ascite, varizes de esôfago, alterações hematológicas e hepatocarcinoma.

Os principais meios de contaminação são: transfusão de sangue e uso de drogas injetáveis, hemodiálise, acupuntura, piercings, tatuagem, drogas, manicures, barbearia, instrumentos cirúrgicos contaminados, relação sexual sem proteção, transmissão vertical e aleitamento materno, acidente ocupacional e transplante de órgãos e tecidos.

A prevenção é, assim como as outras, feita através de controle e higiene de materiais utilizados.

 

HEPATITE DELTA:

Infecciosa, viral, contagiosa causada pelo vírus da hepatite delta (HDV). Os sintomas aparecem de 30 a 50 dias após a contaminação.

Pode acontecer com co-infecção do vírus D como vírus B em indivíduos normais quando a pessoa adquire simultaneamente os vírus B e D. Tem as mesmas características da hepatite aguda B clássica e geralmente tem prognóstico benigno a evolução crônica é rara. Ou com superinfecção pelo vírus D em portadores (sintomáticos ou assintomáticos) pelo vírus B quando o indivíduo é infectado somente pelo vírus B, que evolui para a cronicidade, é contaminado pelo vírus D. P prognóstico é mais grave , podendo haver dano hepático severo, ocasionando formas fulminantes de hepatite ou evolução rápida e progressiva para a cirrose.

A transmissão e a prevenção são as mesmas das outras hepatites.

 

HEPATITE E:

Doença, infecciosa viral, contagiosa causada pelo vírus E (HEV). Os sintomas aparecem de 15 a 60 dias (média de 40) após a infecção.

A via de transmissão fecal-oral favorece a disseminação da infecção nos países em desenvolvimento, onde a contaminação dos reservatórios de água mantém a cadeia de transmissão da doença. A transmissão interpessoal não é comum. Em alguns casos os fatores de risco não são identificados.

A melhor forma de prevenção é, assim como na A, a melhoria das condições de saneamento básico e medidas educacionais de higiene.

A maioria dos casos evolui para a cura, sendo necessária a hospitalização dos casos mais graves, os quais são mais requentes entre gestantes. Não existe forma crônica.

O repouso é considerado medida imposta pela própria condição do paciente.

 

ALIMENTAÇÃO:

 

A alimentação é parecida em todos os casos devendo seguir a aceitação do paciente, visto que apresenta anorexia e intolerância alimentar e é imprescindível a abstinência ao álcool.

 

 

FONTE:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hepatites_abcde.pdf

Leia também:

Cirrose

http://hepatitesvirais.com.br/

http://www.doencasdofigado.com.br/nutri%C3%A7%C3%A3o%20na%20doen%C3%A7a%20do%20figado.pdf

http://hepatite.org.br/





Hipertensão Arterial

6 07 2011

Dicas básicas para melhorar a qualidade de vida

 

ü  Manter um estilo de vida saudável

ü  Consumo adequado de calorias

ü  Manutenção de peso corporal saudável

ü  Dormir bem em qualidade e quantidade

ü  Praticar atividade física (sempre com acompanhamento de educador físico)

ü  Retirar o saleiro da mesa

ü  Utilize ervas para temperar saladas

ü  Diminuir o consumo de cafeína

Alimentos proibidos

Ñ  Alimentos enlatados (extrato de tomate, sardinha, atum, milho em lata…)

Ñ  Catchup

Ñ  Maionese

Ñ  Mostarda

Ñ  Manteiga

Ñ  Temperos prontos (caldos de galinha, de carne, de bacon, tempero em pó…)

Ñ  Embutidos (lingüiça, salsicha, presunto…)

Ñ  Queijos muito salgados

Ñ  Salgadinhos

Ñ  Amendoim com sal

Ñ  Pipoca com sal

Ñ  Sopas prontas

Atenção

Restrição severa de sódio: 500mg/dia = aproximadamente 1g de sal

Restrição moderada de sódio: 2500mg/dia = aproximadamente 6g de sal

 

Mas não é somente no sal que contém sódio, por isso fique atento ao rótulo de alimentos, pois até os mais doces tem sódio em sua composição.

Exemplo algumas bolachas recheadas contém 95mg de sódio por porção (cada porção corresponde a 3 bolachas). 25g de amendoim salgado tem 113mg de sódio.

 

 

Aumente o consumo de fibras que estão em frutas e verduras cruas e cereais integrais.

Diminua a quantidade de gordura da dieta, preferindo carnes magras, consumindo menor quantidade de margarina, utilizando menor quantidade de óleo nas preparações.

Aumente o consumo de alimentos ricos em antioxidantes, que são principalmente as vitaminas A, C e E, o selênio e o zinco.

Vitamina A: (alimentos amarelo alaranjados) mamão, manga, abóbora, cenoura, caju, pêssego, acelga, espinafre…

Vitamina C: laranja, acerola, caju, goiaba, limão, abacaxi, kiwi, pimentão, rúcula, alho, cebola, morango…

Vitamina E: óleos vegetais, azeite, germe de trigo, semente de girassol, soja, nozes, amendoim, linhaça…

Selênio: Castanha do Pará, camarão, salmão, arroz integral…

Zinco: Ostras, amendoim, castanha de caju, feijão, amêndoas

Leia também:

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