Análise de Suplemento: OxyElite Pro

12 07 2012

A Anvisa proibiu o OxyElite Pro…
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/07/anvisa-suspende-emagrecedor-e-alerta-para-risco-de-suplementos.html

É preciso ter muito cuidado com esses suplementos que vocês compram. É só aparecer uma novidade nas revistas que todo mundo quer. Eu não canso de pedir pra procurarem um nutricionista. Quer tomar suplemento? Ótimo, o nutricionista avalia a necessidade e te indica o melhor suplemento para seu caso, ok!!!

 

Vejam abaixo uma análise feita pelo nutricionista Marcus Ávila de Belo Horizonte.

 

 

 

Como já devem imaginar, OxyElite Pro é outro afamado “suplemento” que entra em nosso país pela porta dos fundos, visto que não tem permissão para ser comercializado legalmente em território nacional.

A Anvisa, órgão que regulamenta o comércio de medicamentos e suplementos no Brasil, é muito rigorosa e não libera a venda de produtos sem baseamento científico. Muito menos substâncias perigosas mascaradas como suplementos.

OxyElite Pro contém menos susbtâncias ativas que seus parentes (Jack3d, Lipo 6, etc), sendo apenas seis tipos. Bauhinia purpurea L., Bacopa monnieri, Extrato de Gerânio ?, Cirsium oligophyllum, e Rauvolfia canescens L. e Cafeína. Olhando pelos vários nomes científicos imagina-se que são extratos vegetais e, como muita gente acredita, extratos vegetais não fazem mal à saúde não é verdade? É natural. É aí que muita gente se engana. Vários extratos naturais apresentam efeitos que, acredito, vocês não vão gostar nada de saber. Querem ver?


 Informações nutricionais do OxyElite Pro
Bauhinia purpurea L.: é uma planta nativa da China, conhecida também como unha-de-vaca, “orchid tree” e “butterfly tree“. Muito utilizada na medicina chinesa como antibacteriana, analgésica, anti-diabética, antiinflamatória, antidiarréica, anticancerígena, nefroprotetora e por regular a atividade de hormônios tireoidianos. Na tireoide, hipoteticamente, seu extrato aumenta a conversão de T4 em T3, que é mais metabolicamente ativo.
Bacopa monnieri: é uma planta comum na medicina tradicional indiana conhecida por melhorar a capacidade cerebral melhorando a transmissão de impulsos nervosos. Possui ação antiinflamatória, antitérmica, sedativa e como agente anti-epiléptico. Sugere-se também que ela afete a produção natural de hormônios da tireoide, estimulando um aumento na produção de T4. Parece que a ideia seria promover um efeito sinergico entre a Bacopa monnieri e a Bauhinia purpurea L. Aumentando a produção de T4 (Bacopa monnieri) e a conversão de T4 em T3 (Bauhinia purpurea L). Lindo isso, mas como disse em outros posts, mexer na função da tireoide sem necessidade clínica não é uma boa ideia.
Outros efeitos adversos encontrados foram: toxicidade hepática grave, problemas gastrointestinais, incluindo a frequência aumentada das fezes, cólicas abdominais e náuseas; boca seca, sede excessiva e aumento da frequência urinária, palpitações cardíacas, e a pior de todas, Bacopa monnieri pode afetar a fertilidade masculina.
Extrato de Gerânio: Na verdade, coloquei uma interrogação neste ponto, pois ontem eu fiz uma descoberta que eu não sabia sobre ele. A substância que supostamente é encontrada neste extrato já é nossa velha conhecida aqui no blog. A 1,3-Dimetilamilamina. A descoberta que fiz é que a AHPA (American Herbal Products Association), está solicitando que, à partir de janeiro de 2012, produtos que contenham esta substância não associem ou citem no rótulo como óleo de gerânio ou como qualquer parte da planta gerânio. Uma revisão crítica da literatura científica feita pela AHPA determinou que não há provas credíveis de que o componente 1,3-Dimetilamilamina é encontrado em espécies de gerânio. 1,3-Dimetilamilamina, também conhecida como 1,3-metilexano; metilexanoamina; metilexanamina; metilexamina; 4-metil-2-hexanamina, e 2-amino-4-metilexano, foi uma droga descongestionante nasal sintetizado pelo químico Eli Lilly, em 1971 e conhecida como Forthane.
Mais recentemente, tem sido utilizada em diversos suplementos alimentares com a finalidade de perda de peso e musculação. É uma substância semelhante a uma anfetamina leve. O mais assustador é que, seus efeitos colaterais não são bem estudados ou conhecidos, e tem havido ambos os relatórios positivos e negativos sobre seus efeitos. O produto foi proibido no Canadá, que geralmente é mais rigoroso em relação a suplementos que a maioria dos países. No fim de 2010 a diretoria da UEFA citou várias substâncias que estão proibidas aos seus atletas participantes, e a Metilexamina está entre elas.
Cirsium oligophyllum: é uma planta encontrada, principalmente, na África e na Europa e, recentemente, começou a aparecer no mundo dos suplementos nutricionais com a alegação de que seu extrato ajuda a perda de peso. Na literatura científica só existe um artigo. Trata-se de um estudo japonês feito com a Cirsium oligophyllum. O estudo sugere que o extrato seria capaz de reduzir a gordura corporal, especificamente a gordura subcutânea através do aumento de atividade da cafeína, promovendo um efeito lipolítico mais potente. Este efeito seria, em torno de, dez vezes maior. Tudo bem que há estudo dando informações, mas convenhamos, somente um. Ainda é cedo para afirmar com certeza este efeito sinérgico.
Rauvolfia canescens L: também conhecida como Rauvolfia tetraphylla L. Seu extrato é rico em um composto ativo chamado Rauwolscine, que também é conhecida como α-ioimbina e corynanthidine. É um análogo da ioimbina, mas seus efeitos diferem um pouco. Atua como um bloqueador adrenérgico, exercendo um efeito vasodilatador periférico. Para saber os efeitos da ioimbina leia: Lipo 6 Black – Análise do Suplemento.
Rauvolfia não deve ser ingerida por pessoas que sofrem de depressão, ulcerações ou apresentem tumor da glândula adrenal. Além disso, mulheres que estão amamentando ou grávidas devem evitar esta substância, já que pode passar através do leite materno e pode ter efeitos desconhecidos sobre o feto. Os efeitos colaterais da Rauvolfia incluem congestão nasal, depressão, cansaço e disfunção erétil, depressão grave, aumento de apetite e ganho de peso e sonolência. A operação de veículos ou máquinas pesadas deve ser feita com precaução.

  Tamanho da cápsula comparada à uma moeda
 
Cafeína: A cafeína, chamada quimicamente de 1, 3, 7 trimetilxantina, pertence ao grupo das xantinas. É metabolizada pelo fígado e tem efeitos em vários tecidos, como no Sistema Nervoso Central, musculatura esquelética, cardíaca, lisa brônquica, na função renal e no trato gastrintestinal. Ela induz uma estimulação indireta do sistema nervoso, aumentando a excitação dos motoneurônios, facilitando o recrutamento das unidades motoras dos músculos. Além disso, aumenta a atenção, a concentração, melhora do humor, melhora o tempo de reação, aumenta a liberação de adrenalina e noradrenalina, a mobilização de gorduras e seu uso como energia pelos músculos.
Informações e avisos quanto ao risco de uso deste produto
Conclusão:  
OxyElite Pro não justifica seu uso. Seus componentes, em sua maioria, não apresentam respaldo científico, a maioria dos estudos encontrados foram feitos em modelos animais, e não foram reproduzidos em humanos. Excluindo a cafeína, nenhuma das substâncias me apresentou garantias reais de que agem na degradação de gordura sem comprometimento da saúde. Assim, não recomendo seu uso. Alimentação adequada, exercícios sérios e disciplina podem promover resultados bem melhores que os esperados pelo uso deste produto.
Nutr. Marcus Ávila
Belo Horizonte – MG
www.pesosaudavel.com.br

FONTE: Portal Meu Nutricionista

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Isotônicos e Energético – Afinal qual a diferença entre eles

5 06 2012

Percebo em meu consultório que muitos ainda tem dúvidas sobre a diferença entre energéticos e isotônicos.

Preparei uma tabela para esclarecer essas dúvidas.

Clique na imagem para ampliar

De acordo com a RDC 18/2010 da Anvisa, capítulo III e artigo 6º, os suplementos hidroeletrolíticos para atletas devem atender aos seguintes requisitos:

I – a concentração de sódio no produto pronto para consumo deve estar entre 460 e 1150 mg/l, devendo ser utilizados sais inorgânicos para fins alimentícios como fonte de sódio;
II – a osmolalidade do produto pronto para consumo deve ser inferior a 330 mOsm/kg água;
III – os carboidratos podem constituir até 8% do produto pronto para consumo;
IV – o produto pode ser adicionado de vitaminas e minerais, conforme Regulamento Técnico específico sobre adição de nutrientes essenciais;
V – o produto pode ser adicionado de potássio em até 700 mg/l;
VI – o produto não pode ser adicionado de outros nutrientes e de outros componentes que não sejam considerados nutrientes;
VII – o produto não pode ser adicionado de fibras alimentares.
§1°. Quanto ao tipo de carboidrato, referente ao inciso III, este produto não pode ser adicionado de amidos e poliois.
§2°. Com relação ao teor de carboidratos, constante do inciso III, o teor de frutose, quando adicionada, não pode ser superior a 3% do produto pronto para o consumo.

Segundo a RDC 18/2010 da Anvisa, capítulo III e artigo 7º, os suplementos energéticos para atletas devem atender aos seguintes requisitos:

I – o produto pronto para consumo deve conter, no mínimo, 75% do valor energético total proveniente dos carboidratos;
II – a quantidade de carboidratos deve ser de, no mínimo, 15 g na porção do produto pronto para consumo;
III – este produto pode ser adicionado de vitaminas e minerais, conforme Regulamento Técnico específico sobre adição de nutrientes essenciais;
IV – este produto pode conter lipídios, proteínas intactas e ou parcialmente hidrolisadas;
V – este produto não pode ser adicionado de fibras alimentares e de não nutrientes.

Fonte: Nutritotal





Anfetamina, Sibutramina?? O que você prefere?

6 10 2011

A ANVISA proibiu, nesta terça-feira, a venda de emagrecedores a base de anfetamina (femproporex, anfepramona e manzidol) eles deverão ser retirado do mercado em 60 dias e os pacientes em tratamento com estes devem ser reavaliados. Mas manteve a permissão da venda de sibutramina, mas para isso é necessária a ampliação do controle. Agora o pciente e o médico deverão assinar um termo de informação sobre a eficácia e segurança do medicamento.

 

E você, o que acha disso? Para poder responder é importante saber o que são e quais efeitos causam em seu organismo.

Anfetaminas:

O consumo pode provocar hiperatividade e uma grande necessidade de movimento, podendo aumentar a atenção e concentração (bastante usada por estudantes). Além disso diminuem o sono e a fome (por isso auxiliam no emagrecimento). Também são usadas no tratamento de epilepsia, Parkinson, narcolepsia e danos cerebrais em crianças

O estado de excitação nervosa, euforia, loquacidade e aumento do grau de confiança, pode resultar numa diminuição da auto-crítica. Mas esses efeitos podem se tornar negativos, mais rápido do que se imagina, então a pessoa apresenta fadiga, depressão, apatia ou agressividade (ocasionalmente).

O consumo de anfetaminas pode provocar sede, transpiração, desidratação, diarréia, taquicardia, aumento da tensão arterial, náuseas, má disposição, dor de cabeça, tonturas, vertigens, sono conturbado e pouco reparador. São freqüentes tiques exagerados e anormais da mandíbula ou movimentos estereotipados. Nos casos de perda de apetite devido ao uso constante de anfetaminas, poderá correr o risco de desenvolvimento de uma anorexia nervosa, desnutrição e até morte.

Uma dosagem muito alta pode provocar inquietação, alucinações, aumento da temperatura corporal, taquicardia, náuseas, vômitos, cãibras abdominais, fortes dores no peito, insuficiência respiratória e cianose, aumento da circulação sanguínea, dificuldade de micção, perda de consciência, convulsões e morte.

 

Sibutramina:

A sibutramina age em duas partes do sistema nervoso central: no centro do apetite e no da saciedade. Ambos estão localizados na região do hipotálamo. A droga reduz a captação do neurotransmissor responsável pelo apetite (noradrenalina) e do que causa sensação de saciedade (serotonina), Isso impede que os neurotransmissores entrem nos neurônios. Por isso a pessoa fica com menos apetite e sente mais saciedade, porque os neurônios estão banhados de serotonina e noradrenalina.

Ela é indicada para o tratamento da obesidade quando a perda de peso está clinicamente indicada, deve ser usada em conjunto com dieta e exercícios, como parte de um programa de peso, QUANDO SOMENTE A DIETA E OS EXERCÍCIOS COMPROVAM-SE INEFICIENTES. (Isso significa que você deve tentar dieta e exercícios antes de tomar a sibutramina)

Não é indicada para menores de 18 anos, com problemas cardíacos e renais, tendo em vista a ausência de estudos clínicos. Pacientes com hipertensão dever ser monitorados pois a sibutramina pode elevar os níveis pressóricos.

Pode prejudicar julgamentos, pensamentos ou habilidade motora. Além disso podem causar dor de cabeça, secura da boca, insônia, dor nas costas, vasodilatação, taquicardia, hipertensão, palpitações, anorexia, constipação, aumento do apetite, náusea, dispepsia, vertigem, parestesia, dispnéia, sudorese, alterações do paladar, dismenorréia, convulsões.

Paciente tratados com sibutramina apresentam mais resfriado, sinusite, doenças do aparelho auditivo.

 

Não posso negar que esse medicamento são bem atraentes e oferecem um resultado muito rápido, mas como você puderam ver os benefícios trazem com eles vários efeitos bem desagradáveis. Então eu te apresento algo que mudará sua vida!

A reeducação alimentar!!!

Já ouviu falar dela?

Com reeducação alimentar você atinge o seu objetivo, independente de qual ele seja. Você quer emagrecer? Quer engordar? Quer tratar diabetes? Hipertensão? Doença renal? Tudo isso e muito mais você trata com reeducação alimentar. E de bônus ainda ganha cabelo bonito, hidratado, brilhante, pele saudável, com aparência de mais jovem (prevenção de envelhecimento precoce), sem acne, unhas fortes. E principalmente previne doenças, muitas doenças, dentre elas diabetes, hipertensão, doença renal, gastrite, refluxo, câncer (a maioria deles) etc, etc, etc.

Com a reeducação alimentar você aprende a comer e não passa fome (como passaria com essas dietas de revistas), pelo contrário você se sente saciado o dia todo e não fica com o “estômago pesado” como ficaria se tivesse comido demais.

Com ela você garante o aporte adequado de vitaminas e minerais o que te dará mais saúde.

Alimentos tem poderes que você nem imagina. Além disso tem os fitoterápicos, que são naturais e oferecem bem menos riscos.

Risco da reeducação alimentar:

…..

NENHUM!!! Isso mesmo não existe risco.

E ai?

Qual você vai escolher? Um medicamento que faz efeito, mas tem muitos efeitos indesejáveis (ajuda de um lado e atrapalha de outro) ou uma reeducação alimentar que faz com que você atinja seu objetivo e ainda te traz mais uma série de benefícios.

 

Procure um nutricionista, peça orientação. Pode acreditar, essa é a melhor escolha.

 

REFERÊNCIAS:

Slideshare

Folha UOL

BULA





Esclarecimentos sobre materias sobre plantas medicinais veiculadas na Revista Epoca e no Fantastico

26 09 2011

 Tendo em vista as matérias veiculadas na Revista Época sobre plantas medicinais e a série “É bom pra quê?”, exibida no Fantástico, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece: 29 de novembro de 2010

1) Houve equívocos nas informações repassadas, como: conceitos distintos foram abordados de forma confusa. Chá, planta medicinal, droga vegetal e medicamento fitoterápico são conceitos diferentes, bem definidos pela atual legislação sanitária brasileira.

2) Não existe, no Brasil, a categoria regulatória “complemento alimentar”, como citado na revista Época. Plantas medicinais industrializadas só podem ser comercializadas como medicamento fitoterápico ou como droga vegetal.

3) Na série foram apresentadas formas de uso de plantas medicinais não regulamentadas e incorretas, contra as quais a Vigilância Sanitária atua para coibir. A série foi parcial, não demonstrado o outro lado, do uso regular da fitoterapia que cura pessoas há centenas de anos.

4) Todo medicamento registrado no Brasil, seja ele sintético, biológico ou fitoterápico, deve demonstrar estritos critérios de eficácia, segurança e qualidade para ser liberado à população. No caso dos fitoterápicos, as exigências estão definidas na Resolução RDC no 14 de 2010, uma das legislações mais rígidas e avançadas do mundo.

5) A RDC no 14 foi republicada em abril deste ano, após ficar 30 dias em consulta pública. Durante este período, a proposta de resolução não recebeu nenhuma manifestação contrária.

6 ) Ao todo, são cerca de 500 fitoterápicos registrados na Anvisa. Para todos esses foi feita avaliação da segurança, eficácia e qualidade.

7 ) As solicitações de registro de medicamentos fitoterápicos passam por criteriosa análise técnica e geram o maior índice de indeferimentos de solicitações de registro da área de medicamentos na Anvisa: 43%. Esse valor é maior do que o praticado para medicamentos genéricos e similares (23,4%) e para medicamentos novos (13%), demostrando a rigidez do controle na liberação desses medicamentos a população.

8 ) O processo de produção e controle de qualidade de indústrias produtoras destes medicamentos também deve ser adequado aos padrões de produção internacional de medicamentos, definidos pela Resolução RDC 17, de 2010, que abrangem, desde os requisitos comuns aplicados aos medicamentos sintéticos, como também os requisitos adicionais específicos para produção de medicamentos fitoterápicos.

9) Para o acompanhamento dos medicamentos que já estão no mercado, a Anvisa possui um sistema de farmacovigilância consolidado, que detecta não só eventos adversos, mas também ineficácia de produtos.

10 ) Ao contrário do que foi afirmado na matéria, existem vários estudos científicos sobre plantas medicinais e sobre cada uma das espécies vegetais registradas como medicamento fitoterápico. As publicações brasileiras nesta área passaram de 24, em 1984, para 1.431, em 2004, ou seja, apresentaram um crescimento de 60 vezes no período, levando o Brasil ao patamar de líder absoluto das publicações internacionais na área de plantas na América Latina, com quase metade das publicações da região.

11) Em revisão rápida em bancos de dados científicos disponíveis, pode-se citar, como exemplo, estudos para algumas espécies: a Soja (Glycine max) apresenta 4032 artigos científicos publicados, sendo 14 desses revisões sistemáticas sobre suas atividades; a Alcachofra (Cynara scolymus) possui 903 estudos científicos publicados, sendo pelo menos cinco deles sobre estudos clínicos. Para a Garra-do-diabo (Harpagophytum procumbens) foram encontrados 272 artigos, com 32 ensaios clínicos. O Ginkgo (Ginkgo biloba), em apenas uma base de dados, possui 2242 artigos científicos publicados, destes, pelo menos 50 estudos clínicos.

12) Há ainda estudos adicionais que não estão disponíveis nos bancos de dados pesquisados porque foram realizados pelas empresas para comprovar a segurança e eficácia do produto. Esses dados são sigilosos, estando disponíveis, apenas, para a autoridade sanitária no processo de solicitação de registro.

13) A lista de drogas vegetais da Anvisa traz alegações de uso tradicional e não “indicações terapêuticas imprecisas”, como foi afirmado durante um dos episódios da série “É bom pra quê?”. A possibilidade de uso de plantas medicinais como drogas vegetais, conforme determinado pela RDC 10 de 2010, é apenas uma forma de disponibilizar à população plantas medicinais com qualidade. Importante ressaltar, também, que apenas constam da lista as plantas que foram avaliadas quanto à segurança e uso tradicional. Ao invés de adquirir a planta coletada em locais sujeitos a contaminações, sem a correta identificação e recomendação de uso, essas plantas podem ser adquiridas industrializadas em embalagens padronizadas com todas as informações sobre sua forma correta de uso. As drogas vegetais são produtos tradicionais indicados para o alívio de sintomas de enfermidades de baixa gravidade, devendo ser utilizadas por curto período de tempo.

14 ) É importante ressaltar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimula os governos a estabelecerem políticas para medicamentos fitoterápicos e plantas medicinais, no intuito de que os países utilizem recursos naturais disponíveis em seus próprios territórios para promover a atenção primária à saúde. No documento “National Policy on Traditional Medicine and Regulation of Herbal Medicines – Report of a Global Survey”, que publica pesquisa realizada pela OMS em 2003, demonstra-se que 53 estados membros (37%) da OMS, àquela época, tinham regulamentação para medicamentos fitoterápicos e 42 (49%) dos países que não tinham estavam em processo avançado de regulamentação. Esses dados demostram que a fitoterapia e os seus produtos são utilizados em grande parte do mundo.

15 ) A OMS disponibiliza documentos para oferta de serviços e fitoterápicos com qualidade, segurança e eficácia, como: WHO guidelines on good agricultural and collection practices (GACP) for medicinal plants, publicado em 2003; WHO guidelines on good manufacturing practices (GMP) for herbal medicines, publicado em 2007; WHO guidelines for assessing quality of herbal medicines with reference to contaminants and residues, publicado em 2007; WHO monographs on selected medicinal plants, nos seus quatro volumes publicados em 1999 (v.1); 2002 (v.2); 2007 (v.3); e 2009 (v.4). Esses documentos foram incorporados no Brasil para comprovar segurança, eficácia e qualidade dos produtos nas legislações recém atualizadas para fitoterápicos.

16 ) Quanto aos serviços apresentados na série, os mesmos não estão regulamentados como Farmácias Vivas, instituídas pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria 886 de 2010. A norma federal para regulamentação destes estabelecimentos ainda está em discussão, por meio da consulta pública 85 de 2010, disponível para sugestões no site da Anvisa. Alguns poucos estados já possuem regulamentação local para Farmácias Vivas, como o Ceará, mas esse serviço modelo não foi abordado na matéria.

17 ) A fitoterapia e os medicamentos fitoterápicos, utilizados de forma regular, seja de forma industrializada ou manipulada, em estabelecimentos autorizados, são uma opção segura e eficaz para a população brasileira, da mesma forma que nos outros países do mundo.

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Denuncie!!! E seu direito e dever também

20 07 2011

Este post é mais um desabafo ao que anda acontecendo e hoje foi a “gota d’água” (acreditem, foi a ultima, mesmo).

É fato de que todos os estabelecimentos que vendem alimentos devem ter um responsável técnico para garantir a “harmonia” higiênica do local. Mas não é isso que vejo por ai. Durante muito tempo pensei que o problema não era meu e que se eu estivesse incomodada eu que procurasse outro local. Mas sou consumidora e nutricionista, então o problema é meu sim. E a partir de hoje vou denunciar tudo que eu encontrar de errado e te encorajo a fazer o mesmo.

A denuncia deve ser fita a Vigilância Sanitária ou a quem fizer esta fiscalização ai em sua cidade.

Fique atento a qualquer, qualquer mercadinho, mercearia, restaurante, lanchonete, bar, super e hipermercados…enfim, qualquer lugar que vender alimento e bebidas.

O “cheklist” aplicado pela Vigilância é bem grandinho,mas vou dar algumas dicas do que eu mais vejo por ai para que você possam também fiscalizar. Se alguém tiver mais dicas é só escrever nos comentários.

– Freezer de açougue e frios deve estar refrigerado e longe de contaminação. Isso acontecerá de estiver devidamente fechado, normalmente com silicone nas emendas dos vidros (hoje eu vi um açougue em que os vidros tinham aproximadamente 1cm de distância um do outro). Quando o vidro não está “colado” ou os funcionários deixam as portas abertas, a temperatura não fica adequada e há risco muito grande de entrada de insetos, objetos indesejados, saliva… facilitando assim a contaminação.

– Observe se o local está limpo, principalmente os balcões. Eles devem ser de algum material impermeável. Por isso não indicado que sejam de madeira ou plástico. Imagine um balcão de plástico no açougue, todos os dias (todos os minutos) o açougueiro corta carnes, certo?! a faca não atinge somente a carne,mas também o balcão, fazendo cortes que são difíceis de serem limpos, há então, a formação do biofilme, que nada mais é do que uma camadinha de microorganismos que se proliferam e contaminam nossas carnes, frios e tudo mais que passar por ali.

– Os pães não devem ficar expostos e cestas abertas. Assim como você, qualquer inseto também “visita” o pão e ai você já sabe, né. Sem falar que as pessoas conversam em cima do pão e a saliva delas também contamina (Cada pessoa tem um monte de bactérias que não fazem mal nenhum pra elas, mas que pra outras pode fazer um belo estrago).

– Não pode haver formação de gelinhos nos congelados, se houver é sinal de que o freezer foi desligado (provavelmente durante a noite) para poupar energia. A temperatura ambiente por mais de uma hora e trinta minutos a maioria das bactérias se dividem e se forem patogênicas vão “estragar” seu alimento. Se não for por contaminação, por exemplo, a mandioca congelada fica amarga e difícil de congelar.

– Os funcionários devem estar limpos, sem machucados, de touca e sem nenhum fiozinho de cabelo para fora, aqueles que tem pêlos nas mãos devem se depilar.

Bom, foi isso que eu vi hoje em um hipermercado (não vou revelar o nome para não me comprometer). A denuncia já foi feita e a mulher que me atendeu me disse que me dará retorno sobre as providências que serão tomadas após a “ visitinha” deles. Quando ela me avisar eu conto para vocês.

 

Aqui em Uberlândia o Telefone para denuncias é (34)3239-2800

Os estabelecimentos fiscalizados tem um cartaz com o telefone é só ligar, ok!

Encontrei este link no site da Anvisa, mas acho mais interessante denuncias por telefone (não se esqueça de anotar o protocolo)

http://www1.anvisa.gov.br/ouvidoria/CadastroProcedimentoInternetACT.do?metodo=inicia





Fique atento: DietMax

6 07 2011
Anvisa proíbe venda de produto para emagrecer oferecido em site 

Produto é ilegal, afirma a agência, e ineficiente, diz endocrinologista; imagens de artistas são usadas sem autorização.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve publicar hoje no Diário Oficial a suspensão da propaganda e da venda de DietMax no Brasil. Trata-se de um produto para EMAGRECER vendido pela internet que se autodenomina fitoterápico e promete perda de peso rápida e de forma natural.

Segundo a Anvisa, o produto é ilegal e não possui registro – todo fitoterápico precisa do aval da agência. Ele é vendido no País desde abril e diz que a pessoa pode perder até 11 quilos em quatro semanas. Em uma das propagandas divulgadas no Facebook, o DietMax usa imagens da cantora Ivete Sangalo e da atriz Juliana Paes, dizendo que elas perderam 15 quilos após usarem o produto.

Ambas negam terem usado o emagrecedor e não autorizaram o uso da imagem. Ivete acionou advogados e postou uma mensagem no Twitter para alertar os fãs. Juliana estuda providências.

Tuvalu. Ao clicar no link com as imagens de Ivete e Juliana, o consumidor é direcionado para uma página que teve o domínio registrado em Tuvalu, uma ilha no Pacífico. Nesse site, aparecem supostas reportagens que teriam sido publicadas elogiando o DietMax – o que pode induzir o consumidor a erro.

Essa página leva ao site oficial do DietMax, onde a compra é efetivada. Cada pote custa R$ 98 e demora cerca de 20 dias para chegar. A empresa responsável pelas vendas no Brasil é a Nutralogistic, com sede em Curitiba. Mas seu CNPJ indica que ela faz consultoria em gestão empresarial e comércio atacadista de equipamentos de informática – nada relacionado efetivamente a vendas de produtos de saúde.

Segundo Ricardo Guimarães, representante de vendas no Brasil, o DietMax é composto por psyllium, quitosana, biotina, gelatina e glicerina umectante. “A quitosana tem a capacidade de eliminar os adipócitos (células de gordura), o psyllium auxilia na moderação do apetite”, diz.

Sobre a propaganda no Facebook, ele diz que a empresa tem um programa de afiliados que divulgam o produto conforme as leis, responsabilizando-se por suas páginas.

A endocrinologista Gláucia Carneiro, do ambulatório de OBESIDADE da Unifesp, diz que nenhum desses compostos é capaz de atuar no emagrecimento. “Se existisse algum produto que eliminasse os adipócitos, seria a cura da OBESIDADE no mundo”, afirma.

 Fernanda Bassette

Autor/Fonte: O ESTADO DE S. PAULO – SP

 

Fonte: CFN





Posicionamento da ANVISA sobre o surto da E. coli

17 06 2011

 

“Considerando que o Brasil não importa atualmente brotos da Alemanha e as medidas de recolhimento que vem sendo adotadas pelo governo alemão, não há motivo de maior preocupação pela população brasileira. Esclarecemos que não serão adotadas medidas restritivas à importação de alimentos provenientes da Alemanha.

 

Ademais, orientamos aos viajantes que estejam se dirigindo à Alemanha, que não consumam brotos crus, redobrem os cuidados habituais de higiene, em especial, a lavagem adequada das mãos e estejam atentos a outras recomendações das autoridades alemãs.”

 

Veja o pacerer completo: http://www.nutritotal.com.br/diretrizes/files/216–Nota_tecnica_EColi.pdf