Análise de Suplemento: OxyElite Pro

12 07 2012

A Anvisa proibiu o OxyElite Pro…
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/07/anvisa-suspende-emagrecedor-e-alerta-para-risco-de-suplementos.html

É preciso ter muito cuidado com esses suplementos que vocês compram. É só aparecer uma novidade nas revistas que todo mundo quer. Eu não canso de pedir pra procurarem um nutricionista. Quer tomar suplemento? Ótimo, o nutricionista avalia a necessidade e te indica o melhor suplemento para seu caso, ok!!!

 

Vejam abaixo uma análise feita pelo nutricionista Marcus Ávila de Belo Horizonte.

 

 

 

Como já devem imaginar, OxyElite Pro é outro afamado “suplemento” que entra em nosso país pela porta dos fundos, visto que não tem permissão para ser comercializado legalmente em território nacional.

A Anvisa, órgão que regulamenta o comércio de medicamentos e suplementos no Brasil, é muito rigorosa e não libera a venda de produtos sem baseamento científico. Muito menos substâncias perigosas mascaradas como suplementos.

OxyElite Pro contém menos susbtâncias ativas que seus parentes (Jack3d, Lipo 6, etc), sendo apenas seis tipos. Bauhinia purpurea L., Bacopa monnieri, Extrato de Gerânio ?, Cirsium oligophyllum, e Rauvolfia canescens L. e Cafeína. Olhando pelos vários nomes científicos imagina-se que são extratos vegetais e, como muita gente acredita, extratos vegetais não fazem mal à saúde não é verdade? É natural. É aí que muita gente se engana. Vários extratos naturais apresentam efeitos que, acredito, vocês não vão gostar nada de saber. Querem ver?


 Informações nutricionais do OxyElite Pro
Bauhinia purpurea L.: é uma planta nativa da China, conhecida também como unha-de-vaca, “orchid tree” e “butterfly tree“. Muito utilizada na medicina chinesa como antibacteriana, analgésica, anti-diabética, antiinflamatória, antidiarréica, anticancerígena, nefroprotetora e por regular a atividade de hormônios tireoidianos. Na tireoide, hipoteticamente, seu extrato aumenta a conversão de T4 em T3, que é mais metabolicamente ativo.
Bacopa monnieri: é uma planta comum na medicina tradicional indiana conhecida por melhorar a capacidade cerebral melhorando a transmissão de impulsos nervosos. Possui ação antiinflamatória, antitérmica, sedativa e como agente anti-epiléptico. Sugere-se também que ela afete a produção natural de hormônios da tireoide, estimulando um aumento na produção de T4. Parece que a ideia seria promover um efeito sinergico entre a Bacopa monnieri e a Bauhinia purpurea L. Aumentando a produção de T4 (Bacopa monnieri) e a conversão de T4 em T3 (Bauhinia purpurea L). Lindo isso, mas como disse em outros posts, mexer na função da tireoide sem necessidade clínica não é uma boa ideia.
Outros efeitos adversos encontrados foram: toxicidade hepática grave, problemas gastrointestinais, incluindo a frequência aumentada das fezes, cólicas abdominais e náuseas; boca seca, sede excessiva e aumento da frequência urinária, palpitações cardíacas, e a pior de todas, Bacopa monnieri pode afetar a fertilidade masculina.
Extrato de Gerânio: Na verdade, coloquei uma interrogação neste ponto, pois ontem eu fiz uma descoberta que eu não sabia sobre ele. A substância que supostamente é encontrada neste extrato já é nossa velha conhecida aqui no blog. A 1,3-Dimetilamilamina. A descoberta que fiz é que a AHPA (American Herbal Products Association), está solicitando que, à partir de janeiro de 2012, produtos que contenham esta substância não associem ou citem no rótulo como óleo de gerânio ou como qualquer parte da planta gerânio. Uma revisão crítica da literatura científica feita pela AHPA determinou que não há provas credíveis de que o componente 1,3-Dimetilamilamina é encontrado em espécies de gerânio. 1,3-Dimetilamilamina, também conhecida como 1,3-metilexano; metilexanoamina; metilexanamina; metilexamina; 4-metil-2-hexanamina, e 2-amino-4-metilexano, foi uma droga descongestionante nasal sintetizado pelo químico Eli Lilly, em 1971 e conhecida como Forthane.
Mais recentemente, tem sido utilizada em diversos suplementos alimentares com a finalidade de perda de peso e musculação. É uma substância semelhante a uma anfetamina leve. O mais assustador é que, seus efeitos colaterais não são bem estudados ou conhecidos, e tem havido ambos os relatórios positivos e negativos sobre seus efeitos. O produto foi proibido no Canadá, que geralmente é mais rigoroso em relação a suplementos que a maioria dos países. No fim de 2010 a diretoria da UEFA citou várias substâncias que estão proibidas aos seus atletas participantes, e a Metilexamina está entre elas.
Cirsium oligophyllum: é uma planta encontrada, principalmente, na África e na Europa e, recentemente, começou a aparecer no mundo dos suplementos nutricionais com a alegação de que seu extrato ajuda a perda de peso. Na literatura científica só existe um artigo. Trata-se de um estudo japonês feito com a Cirsium oligophyllum. O estudo sugere que o extrato seria capaz de reduzir a gordura corporal, especificamente a gordura subcutânea através do aumento de atividade da cafeína, promovendo um efeito lipolítico mais potente. Este efeito seria, em torno de, dez vezes maior. Tudo bem que há estudo dando informações, mas convenhamos, somente um. Ainda é cedo para afirmar com certeza este efeito sinérgico.
Rauvolfia canescens L: também conhecida como Rauvolfia tetraphylla L. Seu extrato é rico em um composto ativo chamado Rauwolscine, que também é conhecida como α-ioimbina e corynanthidine. É um análogo da ioimbina, mas seus efeitos diferem um pouco. Atua como um bloqueador adrenérgico, exercendo um efeito vasodilatador periférico. Para saber os efeitos da ioimbina leia: Lipo 6 Black – Análise do Suplemento.
Rauvolfia não deve ser ingerida por pessoas que sofrem de depressão, ulcerações ou apresentem tumor da glândula adrenal. Além disso, mulheres que estão amamentando ou grávidas devem evitar esta substância, já que pode passar através do leite materno e pode ter efeitos desconhecidos sobre o feto. Os efeitos colaterais da Rauvolfia incluem congestão nasal, depressão, cansaço e disfunção erétil, depressão grave, aumento de apetite e ganho de peso e sonolência. A operação de veículos ou máquinas pesadas deve ser feita com precaução.

  Tamanho da cápsula comparada à uma moeda
 
Cafeína: A cafeína, chamada quimicamente de 1, 3, 7 trimetilxantina, pertence ao grupo das xantinas. É metabolizada pelo fígado e tem efeitos em vários tecidos, como no Sistema Nervoso Central, musculatura esquelética, cardíaca, lisa brônquica, na função renal e no trato gastrintestinal. Ela induz uma estimulação indireta do sistema nervoso, aumentando a excitação dos motoneurônios, facilitando o recrutamento das unidades motoras dos músculos. Além disso, aumenta a atenção, a concentração, melhora do humor, melhora o tempo de reação, aumenta a liberação de adrenalina e noradrenalina, a mobilização de gorduras e seu uso como energia pelos músculos.
Informações e avisos quanto ao risco de uso deste produto
Conclusão:  
OxyElite Pro não justifica seu uso. Seus componentes, em sua maioria, não apresentam respaldo científico, a maioria dos estudos encontrados foram feitos em modelos animais, e não foram reproduzidos em humanos. Excluindo a cafeína, nenhuma das substâncias me apresentou garantias reais de que agem na degradação de gordura sem comprometimento da saúde. Assim, não recomendo seu uso. Alimentação adequada, exercícios sérios e disciplina podem promover resultados bem melhores que os esperados pelo uso deste produto.
Nutr. Marcus Ávila
Belo Horizonte – MG
www.pesosaudavel.com.br

FONTE: Portal Meu Nutricionista





Aproveite o melhor de cada alimento!!!

10 07 2012





Hoje é dia de feira – Conheça mais sobre os benefícios da banana

27 06 2012

Reportagem de Vinícius Lemos com imagens de Maurício Florentino para o Jornal da Vitoriosa de 01/06/2012.





Entrevista para o site da UNITRI

2 02 2012

Jovem nutricionista conquista mercado de trabalho

“O primeiro emprego é sempre muito emocionante. É uma mistura de sentimentos, medo, ansiedade, alegria e vontade de mudar o mundo”. Essas são as palavras da jovem nutricionista, Juliana Nascimento de Oliveira, que descreveu os seus sentimentos quando conquistou o primeiro emprego, logo após concluir a graduação.

Juliana formou-se em Nutrição pelo Centro Universitário do Triângulo, em 2010, com uma bagagem extensa de estágios e aprendizado. “Fiz vários estágios. Na administração de unidades de alimentação do Exército, no marketing de nutrição em uma loja de produtos naturais, em um consultório de Nutrição e Fisioterapia, no marketing de nutricional das lojas Viva Diet e Casa do Diabético. Também fui responsável pelo ambulatório de Nutrição da Unitri”, conta.

A jovem, com apenas 22 anos, sempre foi muito interessada em assuntos ligados a alimentação saudável e por isso optou pelo curso de Nutrição. “Quando decidi fazer Nutrição eu já sabia que a UNITRI era, e ainda é, uma faculdade com um quadro de professores muito bom e uma estrutura excelente, o que contribuiria para meu sucesso profissional. E acredito que seja uma das melhores faculdades de Nutrição”, comenta.

Atuando como profissional há menos de dois anos, a ex-aluna da Unitri já conquistou muitas coisas. Assim que concluiu o curso, abriu uma clínica na qual fez vários contatos e clientes e, no ano passado, aceitou a proposta para trabalhar em um restaurante industrial no estado de Goiás. Juliana retornou à Uberlândia e atualmente é responsável pela produção de seis cozinhas industriais na distribuidora Salém Alimentos.

 Para os alunos e recém formados, a nutricionista recomenda. “Nós saímos da faculdade pensando que tudo é lindo, um mar de rosas. Mas quando nos deparamos com o mercado de trabalho e perdemos o “colo” e a base que tínhamos com os professores, levamos um choque muito grande. Mas é só persistir e lutar, agora com suas próprias pernas, que tudo fica lindo de novo, claro que com dificuldades, problemas e responsabilidades. É importante você lutar pelo que acredita e correr atrás dos seus sonhos. A vida não tem graça se for tudo fácil”, declara.

http://unitri2.asoec.com.br/conteudo/cases-de-ex-alunos





Anfetamina, Sibutramina?? O que você prefere?

6 10 2011

A ANVISA proibiu, nesta terça-feira, a venda de emagrecedores a base de anfetamina (femproporex, anfepramona e manzidol) eles deverão ser retirado do mercado em 60 dias e os pacientes em tratamento com estes devem ser reavaliados. Mas manteve a permissão da venda de sibutramina, mas para isso é necessária a ampliação do controle. Agora o pciente e o médico deverão assinar um termo de informação sobre a eficácia e segurança do medicamento.

 

E você, o que acha disso? Para poder responder é importante saber o que são e quais efeitos causam em seu organismo.

Anfetaminas:

O consumo pode provocar hiperatividade e uma grande necessidade de movimento, podendo aumentar a atenção e concentração (bastante usada por estudantes). Além disso diminuem o sono e a fome (por isso auxiliam no emagrecimento). Também são usadas no tratamento de epilepsia, Parkinson, narcolepsia e danos cerebrais em crianças

O estado de excitação nervosa, euforia, loquacidade e aumento do grau de confiança, pode resultar numa diminuição da auto-crítica. Mas esses efeitos podem se tornar negativos, mais rápido do que se imagina, então a pessoa apresenta fadiga, depressão, apatia ou agressividade (ocasionalmente).

O consumo de anfetaminas pode provocar sede, transpiração, desidratação, diarréia, taquicardia, aumento da tensão arterial, náuseas, má disposição, dor de cabeça, tonturas, vertigens, sono conturbado e pouco reparador. São freqüentes tiques exagerados e anormais da mandíbula ou movimentos estereotipados. Nos casos de perda de apetite devido ao uso constante de anfetaminas, poderá correr o risco de desenvolvimento de uma anorexia nervosa, desnutrição e até morte.

Uma dosagem muito alta pode provocar inquietação, alucinações, aumento da temperatura corporal, taquicardia, náuseas, vômitos, cãibras abdominais, fortes dores no peito, insuficiência respiratória e cianose, aumento da circulação sanguínea, dificuldade de micção, perda de consciência, convulsões e morte.

 

Sibutramina:

A sibutramina age em duas partes do sistema nervoso central: no centro do apetite e no da saciedade. Ambos estão localizados na região do hipotálamo. A droga reduz a captação do neurotransmissor responsável pelo apetite (noradrenalina) e do que causa sensação de saciedade (serotonina), Isso impede que os neurotransmissores entrem nos neurônios. Por isso a pessoa fica com menos apetite e sente mais saciedade, porque os neurônios estão banhados de serotonina e noradrenalina.

Ela é indicada para o tratamento da obesidade quando a perda de peso está clinicamente indicada, deve ser usada em conjunto com dieta e exercícios, como parte de um programa de peso, QUANDO SOMENTE A DIETA E OS EXERCÍCIOS COMPROVAM-SE INEFICIENTES. (Isso significa que você deve tentar dieta e exercícios antes de tomar a sibutramina)

Não é indicada para menores de 18 anos, com problemas cardíacos e renais, tendo em vista a ausência de estudos clínicos. Pacientes com hipertensão dever ser monitorados pois a sibutramina pode elevar os níveis pressóricos.

Pode prejudicar julgamentos, pensamentos ou habilidade motora. Além disso podem causar dor de cabeça, secura da boca, insônia, dor nas costas, vasodilatação, taquicardia, hipertensão, palpitações, anorexia, constipação, aumento do apetite, náusea, dispepsia, vertigem, parestesia, dispnéia, sudorese, alterações do paladar, dismenorréia, convulsões.

Paciente tratados com sibutramina apresentam mais resfriado, sinusite, doenças do aparelho auditivo.

 

Não posso negar que esse medicamento são bem atraentes e oferecem um resultado muito rápido, mas como você puderam ver os benefícios trazem com eles vários efeitos bem desagradáveis. Então eu te apresento algo que mudará sua vida!

A reeducação alimentar!!!

Já ouviu falar dela?

Com reeducação alimentar você atinge o seu objetivo, independente de qual ele seja. Você quer emagrecer? Quer engordar? Quer tratar diabetes? Hipertensão? Doença renal? Tudo isso e muito mais você trata com reeducação alimentar. E de bônus ainda ganha cabelo bonito, hidratado, brilhante, pele saudável, com aparência de mais jovem (prevenção de envelhecimento precoce), sem acne, unhas fortes. E principalmente previne doenças, muitas doenças, dentre elas diabetes, hipertensão, doença renal, gastrite, refluxo, câncer (a maioria deles) etc, etc, etc.

Com a reeducação alimentar você aprende a comer e não passa fome (como passaria com essas dietas de revistas), pelo contrário você se sente saciado o dia todo e não fica com o “estômago pesado” como ficaria se tivesse comido demais.

Com ela você garante o aporte adequado de vitaminas e minerais o que te dará mais saúde.

Alimentos tem poderes que você nem imagina. Além disso tem os fitoterápicos, que são naturais e oferecem bem menos riscos.

Risco da reeducação alimentar:

…..

NENHUM!!! Isso mesmo não existe risco.

E ai?

Qual você vai escolher? Um medicamento que faz efeito, mas tem muitos efeitos indesejáveis (ajuda de um lado e atrapalha de outro) ou uma reeducação alimentar que faz com que você atinja seu objetivo e ainda te traz mais uma série de benefícios.

 

Procure um nutricionista, peça orientação. Pode acreditar, essa é a melhor escolha.

 

REFERÊNCIAS:

Slideshare

Folha UOL

BULA





Esclarecimentos sobre materias sobre plantas medicinais veiculadas na Revista Epoca e no Fantastico

26 09 2011

 Tendo em vista as matérias veiculadas na Revista Época sobre plantas medicinais e a série “É bom pra quê?”, exibida no Fantástico, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece: 29 de novembro de 2010

1) Houve equívocos nas informações repassadas, como: conceitos distintos foram abordados de forma confusa. Chá, planta medicinal, droga vegetal e medicamento fitoterápico são conceitos diferentes, bem definidos pela atual legislação sanitária brasileira.

2) Não existe, no Brasil, a categoria regulatória “complemento alimentar”, como citado na revista Época. Plantas medicinais industrializadas só podem ser comercializadas como medicamento fitoterápico ou como droga vegetal.

3) Na série foram apresentadas formas de uso de plantas medicinais não regulamentadas e incorretas, contra as quais a Vigilância Sanitária atua para coibir. A série foi parcial, não demonstrado o outro lado, do uso regular da fitoterapia que cura pessoas há centenas de anos.

4) Todo medicamento registrado no Brasil, seja ele sintético, biológico ou fitoterápico, deve demonstrar estritos critérios de eficácia, segurança e qualidade para ser liberado à população. No caso dos fitoterápicos, as exigências estão definidas na Resolução RDC no 14 de 2010, uma das legislações mais rígidas e avançadas do mundo.

5) A RDC no 14 foi republicada em abril deste ano, após ficar 30 dias em consulta pública. Durante este período, a proposta de resolução não recebeu nenhuma manifestação contrária.

6 ) Ao todo, são cerca de 500 fitoterápicos registrados na Anvisa. Para todos esses foi feita avaliação da segurança, eficácia e qualidade.

7 ) As solicitações de registro de medicamentos fitoterápicos passam por criteriosa análise técnica e geram o maior índice de indeferimentos de solicitações de registro da área de medicamentos na Anvisa: 43%. Esse valor é maior do que o praticado para medicamentos genéricos e similares (23,4%) e para medicamentos novos (13%), demostrando a rigidez do controle na liberação desses medicamentos a população.

8 ) O processo de produção e controle de qualidade de indústrias produtoras destes medicamentos também deve ser adequado aos padrões de produção internacional de medicamentos, definidos pela Resolução RDC 17, de 2010, que abrangem, desde os requisitos comuns aplicados aos medicamentos sintéticos, como também os requisitos adicionais específicos para produção de medicamentos fitoterápicos.

9) Para o acompanhamento dos medicamentos que já estão no mercado, a Anvisa possui um sistema de farmacovigilância consolidado, que detecta não só eventos adversos, mas também ineficácia de produtos.

10 ) Ao contrário do que foi afirmado na matéria, existem vários estudos científicos sobre plantas medicinais e sobre cada uma das espécies vegetais registradas como medicamento fitoterápico. As publicações brasileiras nesta área passaram de 24, em 1984, para 1.431, em 2004, ou seja, apresentaram um crescimento de 60 vezes no período, levando o Brasil ao patamar de líder absoluto das publicações internacionais na área de plantas na América Latina, com quase metade das publicações da região.

11) Em revisão rápida em bancos de dados científicos disponíveis, pode-se citar, como exemplo, estudos para algumas espécies: a Soja (Glycine max) apresenta 4032 artigos científicos publicados, sendo 14 desses revisões sistemáticas sobre suas atividades; a Alcachofra (Cynara scolymus) possui 903 estudos científicos publicados, sendo pelo menos cinco deles sobre estudos clínicos. Para a Garra-do-diabo (Harpagophytum procumbens) foram encontrados 272 artigos, com 32 ensaios clínicos. O Ginkgo (Ginkgo biloba), em apenas uma base de dados, possui 2242 artigos científicos publicados, destes, pelo menos 50 estudos clínicos.

12) Há ainda estudos adicionais que não estão disponíveis nos bancos de dados pesquisados porque foram realizados pelas empresas para comprovar a segurança e eficácia do produto. Esses dados são sigilosos, estando disponíveis, apenas, para a autoridade sanitária no processo de solicitação de registro.

13) A lista de drogas vegetais da Anvisa traz alegações de uso tradicional e não “indicações terapêuticas imprecisas”, como foi afirmado durante um dos episódios da série “É bom pra quê?”. A possibilidade de uso de plantas medicinais como drogas vegetais, conforme determinado pela RDC 10 de 2010, é apenas uma forma de disponibilizar à população plantas medicinais com qualidade. Importante ressaltar, também, que apenas constam da lista as plantas que foram avaliadas quanto à segurança e uso tradicional. Ao invés de adquirir a planta coletada em locais sujeitos a contaminações, sem a correta identificação e recomendação de uso, essas plantas podem ser adquiridas industrializadas em embalagens padronizadas com todas as informações sobre sua forma correta de uso. As drogas vegetais são produtos tradicionais indicados para o alívio de sintomas de enfermidades de baixa gravidade, devendo ser utilizadas por curto período de tempo.

14 ) É importante ressaltar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimula os governos a estabelecerem políticas para medicamentos fitoterápicos e plantas medicinais, no intuito de que os países utilizem recursos naturais disponíveis em seus próprios territórios para promover a atenção primária à saúde. No documento “National Policy on Traditional Medicine and Regulation of Herbal Medicines – Report of a Global Survey”, que publica pesquisa realizada pela OMS em 2003, demonstra-se que 53 estados membros (37%) da OMS, àquela época, tinham regulamentação para medicamentos fitoterápicos e 42 (49%) dos países que não tinham estavam em processo avançado de regulamentação. Esses dados demostram que a fitoterapia e os seus produtos são utilizados em grande parte do mundo.

15 ) A OMS disponibiliza documentos para oferta de serviços e fitoterápicos com qualidade, segurança e eficácia, como: WHO guidelines on good agricultural and collection practices (GACP) for medicinal plants, publicado em 2003; WHO guidelines on good manufacturing practices (GMP) for herbal medicines, publicado em 2007; WHO guidelines for assessing quality of herbal medicines with reference to contaminants and residues, publicado em 2007; WHO monographs on selected medicinal plants, nos seus quatro volumes publicados em 1999 (v.1); 2002 (v.2); 2007 (v.3); e 2009 (v.4). Esses documentos foram incorporados no Brasil para comprovar segurança, eficácia e qualidade dos produtos nas legislações recém atualizadas para fitoterápicos.

16 ) Quanto aos serviços apresentados na série, os mesmos não estão regulamentados como Farmácias Vivas, instituídas pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria 886 de 2010. A norma federal para regulamentação destes estabelecimentos ainda está em discussão, por meio da consulta pública 85 de 2010, disponível para sugestões no site da Anvisa. Alguns poucos estados já possuem regulamentação local para Farmácias Vivas, como o Ceará, mas esse serviço modelo não foi abordado na matéria.

17 ) A fitoterapia e os medicamentos fitoterápicos, utilizados de forma regular, seja de forma industrializada ou manipulada, em estabelecimentos autorizados, são uma opção segura e eficaz para a população brasileira, da mesma forma que nos outros países do mundo.

//Anvisa Portal/Anvisa/Inicio/Medicamentos/Publicacao Medicamentos/Esclarecimentos sobre materias sobre plantas medicinais veiculadas na Revista Epoca e no Fantastico Esclarecimentos sobre matérias sobre plantas medicinais veiculadas na Revista Época e no Fantástico





Publicidade e autopromoção de nutricionista podem gerar punição

27 08 2011

Propaganda:

Com relação a propaganda de alimentos o CFN alerta os nutricionistas para o que determina o Código de Ética da categoria (Resolução CFN nº334, 2004). O capítulo XII, art. 22, inciso III, veda ao nutricionista valer-se da profissão para manifestar preferência ou para permitir a divulgação, em qualquer tipo de mídia, de marcas de produtos ou nomes de empresas ligadas a atividades de alimentação e nutrição.

Internet:

O uso da internet para divulgação de consultas on-line também é vedado pelo Código de Ética do Nutricionista. O artigo 7º, inciso XVII, é claro ao afirmar que no contexto das responsabilidades do nutricionista é proibido “realizar consultas e diagnósticos nutricionais, bem como prescrição dietética, através da internet ou qualquer outro meio de comunicação que configure atendimento não presencial”.

É proibido também promoções em sites de compras coletivas com descontos em tratamentos. Artigos 18º e 22º do Código de Ética.

 

O nutricionista tem o dever de contribuir para a saúde do individuo e da coletividade e pode usar os meios de comunicação para orientá-los sobre a alimentação adequada e saudável. assim exerce o papel de educador sem a quebra do decoro profissional, assumindo a inteira responsabilidade pelas informações declaradas.

 

Leia o Código de Ética do Nutricionista no link abaixo:

http://www.cfn.org.br/novosite/pdf/codigo/codigo%20de%20etica_nova%20redacao.pdf

 

FONTE:

CFN: Conselho Federal de Nutricionistas