Esclarecimentos sobre materias sobre plantas medicinais veiculadas na Revista Epoca e no Fantastico

26 09 2011

 Tendo em vista as matérias veiculadas na Revista Época sobre plantas medicinais e a série “É bom pra quê?”, exibida no Fantástico, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece: 29 de novembro de 2010

1) Houve equívocos nas informações repassadas, como: conceitos distintos foram abordados de forma confusa. Chá, planta medicinal, droga vegetal e medicamento fitoterápico são conceitos diferentes, bem definidos pela atual legislação sanitária brasileira.

2) Não existe, no Brasil, a categoria regulatória “complemento alimentar”, como citado na revista Época. Plantas medicinais industrializadas só podem ser comercializadas como medicamento fitoterápico ou como droga vegetal.

3) Na série foram apresentadas formas de uso de plantas medicinais não regulamentadas e incorretas, contra as quais a Vigilância Sanitária atua para coibir. A série foi parcial, não demonstrado o outro lado, do uso regular da fitoterapia que cura pessoas há centenas de anos.

4) Todo medicamento registrado no Brasil, seja ele sintético, biológico ou fitoterápico, deve demonstrar estritos critérios de eficácia, segurança e qualidade para ser liberado à população. No caso dos fitoterápicos, as exigências estão definidas na Resolução RDC no 14 de 2010, uma das legislações mais rígidas e avançadas do mundo.

5) A RDC no 14 foi republicada em abril deste ano, após ficar 30 dias em consulta pública. Durante este período, a proposta de resolução não recebeu nenhuma manifestação contrária.

6 ) Ao todo, são cerca de 500 fitoterápicos registrados na Anvisa. Para todos esses foi feita avaliação da segurança, eficácia e qualidade.

7 ) As solicitações de registro de medicamentos fitoterápicos passam por criteriosa análise técnica e geram o maior índice de indeferimentos de solicitações de registro da área de medicamentos na Anvisa: 43%. Esse valor é maior do que o praticado para medicamentos genéricos e similares (23,4%) e para medicamentos novos (13%), demostrando a rigidez do controle na liberação desses medicamentos a população.

8 ) O processo de produção e controle de qualidade de indústrias produtoras destes medicamentos também deve ser adequado aos padrões de produção internacional de medicamentos, definidos pela Resolução RDC 17, de 2010, que abrangem, desde os requisitos comuns aplicados aos medicamentos sintéticos, como também os requisitos adicionais específicos para produção de medicamentos fitoterápicos.

9) Para o acompanhamento dos medicamentos que já estão no mercado, a Anvisa possui um sistema de farmacovigilância consolidado, que detecta não só eventos adversos, mas também ineficácia de produtos.

10 ) Ao contrário do que foi afirmado na matéria, existem vários estudos científicos sobre plantas medicinais e sobre cada uma das espécies vegetais registradas como medicamento fitoterápico. As publicações brasileiras nesta área passaram de 24, em 1984, para 1.431, em 2004, ou seja, apresentaram um crescimento de 60 vezes no período, levando o Brasil ao patamar de líder absoluto das publicações internacionais na área de plantas na América Latina, com quase metade das publicações da região.

11) Em revisão rápida em bancos de dados científicos disponíveis, pode-se citar, como exemplo, estudos para algumas espécies: a Soja (Glycine max) apresenta 4032 artigos científicos publicados, sendo 14 desses revisões sistemáticas sobre suas atividades; a Alcachofra (Cynara scolymus) possui 903 estudos científicos publicados, sendo pelo menos cinco deles sobre estudos clínicos. Para a Garra-do-diabo (Harpagophytum procumbens) foram encontrados 272 artigos, com 32 ensaios clínicos. O Ginkgo (Ginkgo biloba), em apenas uma base de dados, possui 2242 artigos científicos publicados, destes, pelo menos 50 estudos clínicos.

12) Há ainda estudos adicionais que não estão disponíveis nos bancos de dados pesquisados porque foram realizados pelas empresas para comprovar a segurança e eficácia do produto. Esses dados são sigilosos, estando disponíveis, apenas, para a autoridade sanitária no processo de solicitação de registro.

13) A lista de drogas vegetais da Anvisa traz alegações de uso tradicional e não “indicações terapêuticas imprecisas”, como foi afirmado durante um dos episódios da série “É bom pra quê?”. A possibilidade de uso de plantas medicinais como drogas vegetais, conforme determinado pela RDC 10 de 2010, é apenas uma forma de disponibilizar à população plantas medicinais com qualidade. Importante ressaltar, também, que apenas constam da lista as plantas que foram avaliadas quanto à segurança e uso tradicional. Ao invés de adquirir a planta coletada em locais sujeitos a contaminações, sem a correta identificação e recomendação de uso, essas plantas podem ser adquiridas industrializadas em embalagens padronizadas com todas as informações sobre sua forma correta de uso. As drogas vegetais são produtos tradicionais indicados para o alívio de sintomas de enfermidades de baixa gravidade, devendo ser utilizadas por curto período de tempo.

14 ) É importante ressaltar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimula os governos a estabelecerem políticas para medicamentos fitoterápicos e plantas medicinais, no intuito de que os países utilizem recursos naturais disponíveis em seus próprios territórios para promover a atenção primária à saúde. No documento “National Policy on Traditional Medicine and Regulation of Herbal Medicines – Report of a Global Survey”, que publica pesquisa realizada pela OMS em 2003, demonstra-se que 53 estados membros (37%) da OMS, àquela época, tinham regulamentação para medicamentos fitoterápicos e 42 (49%) dos países que não tinham estavam em processo avançado de regulamentação. Esses dados demostram que a fitoterapia e os seus produtos são utilizados em grande parte do mundo.

15 ) A OMS disponibiliza documentos para oferta de serviços e fitoterápicos com qualidade, segurança e eficácia, como: WHO guidelines on good agricultural and collection practices (GACP) for medicinal plants, publicado em 2003; WHO guidelines on good manufacturing practices (GMP) for herbal medicines, publicado em 2007; WHO guidelines for assessing quality of herbal medicines with reference to contaminants and residues, publicado em 2007; WHO monographs on selected medicinal plants, nos seus quatro volumes publicados em 1999 (v.1); 2002 (v.2); 2007 (v.3); e 2009 (v.4). Esses documentos foram incorporados no Brasil para comprovar segurança, eficácia e qualidade dos produtos nas legislações recém atualizadas para fitoterápicos.

16 ) Quanto aos serviços apresentados na série, os mesmos não estão regulamentados como Farmácias Vivas, instituídas pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria 886 de 2010. A norma federal para regulamentação destes estabelecimentos ainda está em discussão, por meio da consulta pública 85 de 2010, disponível para sugestões no site da Anvisa. Alguns poucos estados já possuem regulamentação local para Farmácias Vivas, como o Ceará, mas esse serviço modelo não foi abordado na matéria.

17 ) A fitoterapia e os medicamentos fitoterápicos, utilizados de forma regular, seja de forma industrializada ou manipulada, em estabelecimentos autorizados, são uma opção segura e eficaz para a população brasileira, da mesma forma que nos outros países do mundo.

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Estudo americano revela que o iogurte ajuda a emagrecer

11 07 2011

Pesquisadores pesaram 120 mil pessoas e anotaram o que comeram durante 20 anos.

 

Todo dia é a mesma coisa: a gente vai lá de prato na mão, passa na frente e parece que tem comida que abre logo um sorriso: ‘Vem, me escolhe, me saboreie’. Em geral, quem dá a piscadinha são os vilões da balança. “Tem que ter batata frita sempre”, comenta um jovem.

Pesquisadores americanos pesaram 120 mil pessoas e anotaram o que comeram durante 20 anos. Investigaram os dados e chegaram ao veredito, uma lista de culpados: os alimentos que, se consumidos diariamente, acarretam mais quilos na balança ao longo do tempo. Foi batata – ou melhor, deu batata-frita em primeiro lugar. De acordo com a pesquisa, quem come uma porção de batatas-fritas por dia, ao final de quatro anos pesará um quilo e meio a mais só por conta da batatinha.

“Como eu almoço quase sempre no restaurante, então é praticamente todo dia. Se tem, a gente pega”, diz o auxiliar de call-center Jonathan Augusto Cardoso.

Em segundo lugar, refrigerante ou suco adoçado. Quem toma todos os dias ganha 450 gramas. “Quando eu acordo, eu tomo refrigerante. Na hora do almoço, de tarde, na hora de dormir ou antes de dormir, eu tomo refrigerante o tempo inteiro. Uns quatro a seis litros por dia”, calcula o motorista Pedro Brainer.

O terceiro maior vilão é a carne vermelha. Se consumida diariamente, ela será responsável por 430 gramas em quatro anos. “O dia que eu não como carne, sei lá, eu optei por não almoçar e fui fazer lanche. Mas às vezes os lanches também são com carne. É um hambúrguer e tal”, conta assistente de edição Edio Pullig.

Os americanos pesquisados engordaram, em média, cerca de meio quilo por ano, ao longo de 20 anos. O ganho de peso gradual atrapalha a identificação dos culpados. Por isso, essa pesquisa é importante, porque ela dá nome aos bandidos. Qual a novidade desse estudo especificamente? O que chama a atenção?

“A novidade é que as pessoas achavam que podiam comer um pouquinho de cada coisa e não ia fazer diferença. Mas a gente viu nesse estudo que, a longo prazo, faz diferença. Então, a qualidade é muito mais importante do que a quantidade do que você come”, afirma a nutricionista Danielle Resende.

Para saber identificar a qualidade, foi feita também uma lista de alimentos do bem. Os mocinhos da história, aqueles que, se você comer diariamente, acabam levando à perda de peso. É o caso da salada de frutas. “A salada de frutas sai ganhando. Tem uma associação inversa entre o consumo de batata-frita e o consumo de legumes e frutas”, aponta a nutricionista Danielle Resende.

Frutas diárias foram responsáveis por 220 gramas a menos na balança ao final de quatro anos. Verduras, legumes e castanhas em geral também foram classificados como aliados da perda de peso. “No café da manhã, eu como mamão papaia. No almoço e na janta eu como de sobremesa banana, maçã ou uva”, conta a dona de casa Mirele Melo.

Mas o primeiro lugar no ranking dos mocinhos ficou com o iogurte. Um copo de iogurte todos os dias foi igual a menos 370 gramas depois de quatro anos. “Costumo tomar iogurte umas duas vezes ao dia, quase todos os dias”, afirma a auxiliar de escritório Elizabete Dantas.

Nem os pesquisadores sabem explicar exatamente por que iogurte emagrece, mas acreditam que seja porque o consumo de iogurte, como dos outros alimentos do bem, leva a pessoa a comer menos alimentos do mal.

Picanha brasileira, batata-frita e farofa – tudo isso é gostoso, mas sabe o que vai acontecer? São quase dois quilos a mais em quatro anos. Isso se comer a carne e a batata-frita todos os dias. “Sem fazer nada, sem os outros excessos”, diz a nutricionista Danielle Resende. “Mas isso aqui não é sempre, é só de vez em quando. Hoje é meu aniversário”, justifica uma jovem.

Na guerra para não engordar, ganha quem montar um exército bem grande de alimentos do bem, mas pode deixar uns bandidos à solta só para não perder a graça da história.

 

FONTE: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1666998-15605,00-ESTUDO+AMERICANO+REVELA+QUE+O+IOGURTE+AJUDA+A+EMAGRECER.html





Babosa usada para curar câncer – Absurdo mostrado no fantástico

27 09 2010

Livros, internet, receitas milenares….Promessas de curas milagrosas sem nenhum estudo cinetífico…

Sem opções e com um sistema de saúde precário, os pacientes se submetem a esses recursos e usam os fitoterápicos.

Tratar câncer com babosa?!?!?

Gente, se babosa curasse câncer, ninguem morreria mais dessa doença.

O médico oncologista Riad Younes afirma, e com razão, que assim como os medicamentos convencionais as plantas também devem passar por estudos para conrmação do real efeito.

Os chás podem sim fazer mal.

O agrônomo Osmar receitas preparados com plantas na sede da Embrapa em Belém. Observem ele é agrônomo…agrônomo…não um proficcional da saúde. Atitudes como essa podem trazer prejuízos graves a saúde do paciente.

Tomar cuidado com terapeutas não qualificados é importante.

Ninguem sabe quais substâncias, realmente, as plantas possuem. Essas substâncias podem prejudicam o tratamento medicamentoso e piorar a doença. Elas podem não fazer mal, mas aumentam ou diminuem o efeito dos medicamentos. Intoxicação…apenas uma das consequencias do uso errado de fitoterápicos.

Atenção para propagandas enganosas.





Extrato de graviola – Absurdo mostrado pelo fantástico

27 09 2010

Fitoterápicos, você sabe o que são eles?

Fitoterápicos são plantas que possuem algum efeito medicinal para tratamento e/ou prevenção de doenças.

Alguns deles realmente fazem efeito e ajudam a prevenir doenças e até mesmo curá-las, o problema é que ainda faltam estudos científicos, que levam anos para serem concluidos. Mas o pior é que existem alguns profissionais que usam essas plantas de forma indiscriminda.

Nessa reportágem do fantástico podemos ver um claro exemplo de profissionais sem ética que prescrevem os fitoterápicos para todas as doenças. Alguns atendem pelo SUS e dão o diagnóstico sem ao menos conhecerem as mais simples siglas da medicina. Outro orgão que apoia esse absurdo é a embrapa.

A graviola foi indicada para uma paciente, com o intuito de que as células cancerígenas diminuam, mas em um estudo realizado no laboratório foi possivel detectar que as células com câncer “tratadas” com a graviola aumentaram.

Você pode perceber também que não há condições de higiene, o quimico “curandeiro” sulga o líquido com a boca e depois coloca em potes de papinha de bebe. Deixa a pomada escorrer pelo pote. Uma verdadeira falta de higiêne.

Vai ai o alerta!!!!

Fiquem atentos quando forem consumir essas plantas. É importante procurar vários estudos científicos que comprovam sua eficácia. Tomar cuidado com livros, qualquer um pode publicar um.

E na dúvida o melhor é procurar um profissional qualificado que poderá te instruir sobre os benefícios e malefícios desses produtos.








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